Never more!
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"Você é a ninfa mais linda que espero ver ainda"


sex-love-treason:

to tão carente de sexo :’(



"me faz um favor?" "vou ter que levantar?"


Se a mulher está mordendo os lábios enquanto te olha, com certeza, na cabeça dela você já está sem roupa.





“Ela não fez sexo, ela fez amor”

Eles estavam bêbados, a noite estava propícia. Faltava um carro, mas não faltavam as pernas. Caminhavam entre um tropeço e outro, conversavam entre falsas gargalhadas e outras, e o mais importante era a distância física que mantinham entre um e o outro. Eles se atraiam de alguma maneira, um único toque de mãos por engano e todo o esforço estaria perdido.
Eles se tocaram.
Entraram em um beco.
Um beijo.
Depois outro.
— Para.
— Desculpa.
Mãos em costas por debaixo da camisa.
Mãos em costas por debaixo da blusa.
— Isso tá errado.
— Desculpa.
Um contra a parede.
Outro apalpando coxas.
— Eu não consigo parar.
— Desculpa.
Um gemido aqui.
Outro acolá.
— Me leva pra casa.
— Pra minha ou pra sua?
Cheiro no cangote.
Mordida na orelha.
Empurrão.
— Tô indo. Tchau.
— Ei, espera aí.
Ele correu, acompanhou os passos dela. Ela endireitava as roupas não tiradas e os cabelos. Ele tentava a sorte de dormir com ela.
— Vem comigo, vamos lá pra casa.
— É melhor eu ir pra minha.
— Dorme comigo essa noite. Só essa.
Ela parou os passos.
— Só essa?
— Prometo que sim.
Chamaram um táxi. “Só essa noite”, ela pensou. Sentados cada um em uma ponta do banco do carro, eles nem se olhavam. Como poderia? Ambos ali tão quietos por fora, e ao mesmo tempo soltando fogos de artifício por dentro. Os seres humanos são engraçados.
O motorista parou, ele pagou a corrida e eles saíram do táxi.
Reboliço até chegar a porta. Quem estava por ali e assistiu a cena não sabia que havia mais de uma pessoa indo para a casa. O frenesi era contagiante. Os casais da rua se entreolharam e entraram para dentro de casa. Sexo a noite toda. Palmas para o frenesi.
— Calma. Abre a porta primeiro.
Ele abriu, ela correu.
— Brincadeirinha antes do sexo?
Ela que antes ria, ficou séria.
— Sexo? Quem falou em sexo?
— O que viemos fazer aqui?
— Conversar e depois dormir, o que mais?
— Não maltrata.
— Você me chamou pra dormir, não pra fazer sexo.
— Mas dormir é fazer sexo.
— Não. Dormir é dormir.
— Não é, não.
— Onde fica a cama? Vamos falar sobre nossas vidas e depois dormir.
— Fazer sexo.
— Dormir.
— Sexo.
— Dormir.
— Se..
— Vai tomar no rabo. Vamos dormir.
— Olha só, ela xinga.
— Eu sei bater também.
— Opa, melhor ainda.
— Vem cá, vem.
— O que vai fazer comigo?
— Vou te dar um castigo.
Ele foi. Ela procurou pelo sofá e o jogou lá. Levantou um pouco a saia que atrapalhava suas pernas de abrirem, e depois sentou em cima dele.
Tirou a camiseta que ele vestia, deu-lhe um beijo no pescoço. Enquanto isso ele deslizava as mãos pelas coxas dela e ela lhe arrancava arrepios.
— Me castigue mais vezes. - ele disse.
— Você prometeu que seria só essa noite.
— Ninguém cumpre promessas.
— A sua não depende só de você pra ser cumprida.
Beijos. Dessa vez na boca, nos olhos, nas bochechas, por toda parte. Ele levantou segurando ela no colo pelas pernas, e sentou-a no seu lugar.
— Uh. Você é forte.
Mordidas. No pescoço dela, nas bochechas dela, na boca dela. Ele segurou as pontas da blusa dela e tirou tão rápido quanto sou capaz de descrever. Frenesi. A coisa ficou frenética também. Tudo descompassado, sem calma. Urgência demais ao prazer.
Empurrão.
— Já chega.
— O que?!
— Teu castigo. Tô indo embora.
— Não brinca comigo, mulher. Olha meu estado.
Ela gargalhou.
— Tchau.
— Volta aqui! - puxou-a pelo braço antes que ela passasse pela porta e terminasse de vestir a blusa. - tem certeza?
Beijou-a. Seu melhor beijo. Deu o melhor de si.
— Tenho. - ela respondeu quando desvincilhou-se do lábios do cara.
— Não faz assim. É só sexo. Só uma noite.
— Só sexo?
— É.
— Então eu faço sexo contigo.
— Entra.
— Amanhã.
— O que?
— Amanhã eu faço sexo contigo.
— Porra.
— Aí amanhã você me pergunta de novo.
— Tu é muito sacana. Vem cá.
Dessa vez ela não quis deixar, mas deixou mesmo assim. Ele tomou o corpo dela inteiro em um único abraço. Cada célula viva daquele corpo ansiava por ele. De alguma maneira eles encontraram a cama. O desespero de um por outro estava ainda maior. Mordidas, arranhões, beijos. Ele passeava com a boca por todo o corpo dela, enquanto ela delirava. Gentilezas foram retribuídas até que os sexos se encontraram. A partir daí foi loucura. Não dava mais para saber quem era quem, quem um dia foi alguém, ou quem eles seriam. Prazer em cada fio de cabelo.

Ele dizia que queria sexo. Mas ele não fez sexo, e ela também não.

Luna, casebre.   (via remediavel)